ESPORTE COMO INCLUSÃO SOCIAL

Escrito por EVAIR AMORIM e RAQUEL PEREIRA

                        

      Os projetos sociais que visam inclusão através do esporte, surgem para fortalecer e potencializar entidades, a exemplo disso o próprio SESC (Serviço Social do Comércio). Com diversos projetos sociais esportivos, em ano olímpico, a instituição implementou um projeto chamado Arena de Lutas , onde é ensinado artes marciais e vivência esportiva de combate.

       Os efeitos da inclusão através das práticas esportivas são inquestionáveis, os efeitos e interesses que são despertados a partir de uma inteira inclusão são perceptíveis na história de vários atletas brasileiros, por exemplo.

Tendo em vista alcançar esta inclusão, a instituição SESC - Unidade Consolação em São Paulo, implantou um projeto chamado Arena de Lutas, que consiste em uma instalação esportiva para vivência de modalidades esportivas de combate, como o boxe, judô e o taekwondo. O espaço criado tem horário de funcionamento de segunda á sábado das 10 ás 18 horas e o projeto irá permanecer até o dia 04 de junho de 2016.

          Em entrevista, três monitores Andressa,28 anos, formada em educação física e professora de taekwondo a 13 anos; César, 22 anos, formado em educação física e Diogo,22 anos,  formado em educação física e professor de karatê a 3 anos. Ambos esclarecem como as modalidades de combate tem cooperado as pessoas entenderem melhor que combate não significa apenas luta corpo a corpo, mas requer equilibro mental e corporal.

 

Como o projeto funciona de fato? Vocês dão aula e cuidam do espaço?

César: As duas funções, monitoramos e damos a aula propriamente dita.

Exceto a parte de monitoria Andressa, você tem experiência com as artes marciais?

Andressa: Eu sou formada em Educação Física, sou professora e praticante a 13 anos de taekwondo. Em outras artes marciais sou faixa iniciante.

Qual a principal dificuldade que vocês encontram no público do projeto?

Andressa: Nos alunos daqui a principal dificuldade é a disciplina, aqui é um espaço aberto ao público, as pessoas não vem direcionadas para uma aula.

César: Além da disciplina, outra dificuldade que é clara é a coordenação motora, que é consequência de uma educação física falha que tiveram na escola, chega a assustar porque eles não sabem discernir com que mão escrevem.

Diogo, você vê um público maior interessado no Karatê que já é uma arte marcial popular no Brasil?

Diogo: Antigamente sim, até tinha um público maior. Hoje em dia eles procuram outras artes marciais como o boxe, judô e taekwondo e outros.

O público frequente do projeto Arena de Lutas, está em que faixa etária de idade?

César: Olha, 70% pode se dizer que são crianças e adolescentes.

Vocês de fato acreditam que a inclusão social pode se intensificar com a criação de projetos como esse?

Andressa: Precisamos de um suporte muito maior. E é necessário fazer um estudo do que o aluno realmente precisa fazer.

César: É possível, e inclusive a forma mais fácil é através do esporte, só que tem a questão da gestão, mas a bomba sempre vai explodir no profissional de educação física...

                                              

                                                                              *** Fotógrafa: Vanessa Thalya ***